Alojamento local: Qual o ponto de situação atual?

Facebook
Twitter
LinkedIn
Email
Print

Recentemente o Governo anunciou novas medidas para a habitação, que visam fazer frente à crise habitacional que se vive no país. Muitas delas pretendem incentivar a transferência de casas em regime de alojamento local para fins habitacionais. Estas medidas irão ter um impacto avassalador no setor e causaram a revolta de quem nele trabalha. 

Lançando o foco sobre o Alojamento Local, analisemos aquilo que foi inicialmente dito:

  • Não serão emitidas novas licenças de AL, com excepção de licenças em ambiente rural, numa faixa de concelhos no interior do país;
  • As atuais licenças estarão sujeitas a reavaliação em 2030 – daqui a 7 anos. Após este período será feita uma reavaliação periódica de 5 em 5 anos;
  • As transferências de alojamento local para o mercado de arrendamento entre fevereiro de 2023 até final de 2024 terão uma isenção total de tributação dos rendimentos prediais até 2030;
  • Para alojamentos locais que optem por continuar a atividade, haverá uma contribuição extraordinária que será consignada para financiar políticas de habitação;
  • A assembleia de condóminos, por deliberação de mais de metade da permilagem do edifício, pode opor-se ao exercício da atividade de alojamento local na referida fração.

Entretanto saíram novas atualizações sobre o tema e foram lançadas as propostas de lei relativas ao programa “Mais Habitação”, avaliado em 900 milhões de euros, que estão agora em consulta pública. O prazo de consulta pública do programa “Mais Habitação” começou por ser até dia 13 Março, sendo que entretanto houve um adiamento da mesma – a pedido da Associação Nacional de Municípios Portugueses – até dia 24 de Março no que diz respeito a alguns dos temas, tais como o alojamento local e os vistos gold.

Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, falou à comunicação social afirmando que não vão ser retiradas as antigas licenças de alojamento local. Em entrevista à Sic Notícias afirmou que “Não há uma única licença que seja retirada às pessoas que têm alojamento local hoje a funcionar e o que está previsto depois é um prazo até 2030 para essa licença ser revista e decidida pelos munícipes. Sempre numa lógica de integração e valorização das cidades e dos centros históricos”. Para novos registos é mesmo esperada a suspensão, tal como inicialmente anunciado por António Costa, excepto para algumas zonas do interior do país. 

Isto vem reforçado em proposta de lei, sabendo-se agora que a suspensão de AL, para além das zonas rurais, também não se aplicará às Regiões Autónomas”. Ficarão com licenças ativas, até à amortização integral do crédito habitação, os AL que estejam hipotecados, sendo que após todo o capital em dívida estar amortizado passarão a ter licença sujeita a renovações de 5 em 5 anos, à semelhança dos restantes.  

Nuno Santos Félix, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, foi recentemente entrevistado para a SIC Notícias, acerca das medidas para a habitação e alteração de impostos. Um dos principais temas abordados foi a contribuição extraordinária prevista na proposta: “Queremos promover a conversão do AL em habitação, isso não é nenhum segredo. (…) A contribuição extraordinária é só nas zonas de pressão urbanística. Sendo a contribuição aplicável, se entre as zonas onde é aplicável, há uma diferenciação de acordo com o valor das rendas nessa zona”. Nuno Félix reforça que os alojamentos locais afetados ou não pela taxa extraordinária ficará ao critério e dependerá dos municípios, que irão definir quais as suas zonas de pressão urbanística, nas quais terão este “instrumento” para poderem intervir. 

Entre as propostas de lei que saíram, fala-se também na possibilidade de condomínios porem termo às licenças de AL emitidas sem a sua aprovação. A ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal – já veio manifestar-se acerca deste tema, afirmando que será mais um passo para o fim do AL e queda do Turismo: “A partir de agora cada reunião de condóminos poderá significar empresas de AL encerradas, famílias sem rendimento, funcionários enviados para o desemprego, turistas com reservas sem alojamento, empresários que contrariam dívidas na pandemia sem ter como as pagar” 

Espera-se agora o final da consulta pública a 24 de Março, para saber quais as decisões finais acerca das propostas do plano “Mais Habitação”. 

Fontes: SIC NoticiasSapo. // Fotografia: Jorge Van Hall   

Add a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Shopping Basket

Chamada grátis

Certifique-se que tem o microfone/volume ligado e autorizado no seu navegador.

 

Email

info@luxistay.pt

Contacte-nos

+351 210 326 050
 

Política de privacidade

Política de Confidencialidade e Proteção de Dados (RGPD)

Objetivo
A presente Política de Confidencialidade e Proteção de Dados, tem como objetivo demonstrar o compromisso, empenho e respeito, para com o cumprimento do Regulamento Geral de Proteção dos Dados Pessoais – (EU) 2016/679, com todos aqueles que – de alguma forma – relacionam-se com a marca LuxiStay.

Responsável pelo Tratamento
O responsável pelo tratamento, dos Dados Pessoais recolhidos, é a Resafe unipessoal Lda, doravante designada por Luxistay, com sede na Rua da Vitória 156, 4800-017 Guimarães.

Dados Pessoais
Dados Pessoais é toda e qualquer informação, relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável (doravante designado como Titular dos Dados), independentemente do suporte em que se encontre armazenada.

Como e quando recolhemos os Dados Pessoais
A Luxistay recolhe Dados Pessoais, através do seu website (www.Luxistay.pt) quando o titular dos dados reserva alojamentos, subscrever a newsletter ou solicita demais informações, através de reservas em websites parceiros ou presencialmente aquando o check-in. 

A disponibilização de alojamentos em websites de terceiros, é efetuada de boa fé pela Luxistay, não podendo a mesma ser responsabilizada pela recolha e tratamento dos Dados Pessoais efetuados, nem pela exatidão, credibilidade ou funcionalidade dos mesmos.

Ao aceder nosso website, são utilizados cookies, que registam a sua atividade, durante o tempo de navegação. Para saber mais, consulte a Política de Cookies.

São ainda recolhidos Dados Pessoais, em plataformas de emprego, sempre que o titular dos dados, candidate-se a uma oferta de emprego.

Tratamento de Dados Pessoais
A Luxistay garante o tratamento dos Dados Pessoais, que lhe são confiados, de acordo com os requisitos impostos pelo regulamento (EU) 2016/679. A Luxistay, é responsável por recolher, registar, organizar, conservar, alterar, recuperar, consultar, utilizar, apagar ou destruir, todos os Dados Pessoais facultados pelo seu titular quando este faculta através do website ou presencialmente, não sendo responsável pelo tratamento de Dados Pessoais que lhe sejam confiados por outras vias como reservas de plataformas parceiras (OTA’s).

No âmbito da sua atividade, a Luxistay utiliza os seus dados pessoais em processos de reservas, celebração ou rescisão de contratos de arrendamento, termos de responsabilidade e inquéritos de satisfação.

A prestação de serviços da Luxistay, implica a transferência de Dados Pessoais a entidades externas, destinando-se única e exclusivamente para o cumprimento das obrigações legais exigidas.

Em situação alguma, os dados recolhidos serão utilizados para outra finalidade que não seja aquela para a qual foi dado o consentimento por parte do titular dos dados.

Confidencialidade dos Dados Pessoais
A Luxistay garante a conservação e a confidencialidade da informação obtida no decorrer do exercício da sua atividade, quer seja de carácter comercial, quer a que se encontre protegida pela Regulamentação Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia.

Proteção de Dados
De acordo com o regulamento (EU) 2016/679, a Luxistay assume o compromisso de garantir a proteção da segurança dos dados pessoais que lhe são disponibilizados, nunca utilizando-os para fins que não os quais o titular deu permissão para tal.

Duração do armazenamento de dados
Sempre que seja efetuada uma reserva com a Luxistay, os Dados Pessoais serão armazenados e conservados pelo período mínimo necessário e exigido por lei, pelos diversos organismos públicos, em bases de dados externas à Luxistay, com a qual temos parceria ou contrato de utilização.

Direitos dos titulares dos dados
Os titulares dos dados, podem a qualquer momento exercer os seus direitos de Acesso, Retificação, Oposição ou Portabilidade, dos seus dados. Para fazer valer os seus direitos, deverá contactar-nos, através do seguinte email: geral@luxistay.pt

Tem ainda direito de apresentar reclamação junto da Comissão Nacional da Proteção de Dados – https://www.cnpd.pt/.

Alterações à Política da Proteção de Dados
A Luxistay, reserva-se o direito de, a qualquer altura, alterar presente Política de Confidencialidade e Proteção de Dados, pelo que se aconselha a consulta regular deste regulamento.